PLENÁRIA FINAL III CONGRESSO BRASILEIRO DE NEFERMAGEM PEDIÁTRICA E NEONATAL E XVI ENCONTRO CATARINENSE DE ENFERMAGEM PEDIÁTRICA
O III Congresso Brasileiro de Enfermagem pediátrica e Neonatal e XVI Encontro Catarinense de Enfermagem Pediátrica se constituíram em um espaço riquíssimo de discussão e de interlocução entre profissionais de enfermagem e de áreas afins a partir dos quais emergem alguns aspectos relevantes e importantes a serem considerados quando se pensa em cuidar do mundo, cuidar do neonato, da criança, do adolescente e seus mundos. Em cada trabalho apresentado, em cada palestra, em cada conferência proferida foi possível evidenciar as ricas implicações em cuidar de um para cuidar do outro. Destacamos a seguir pontos cruciais que precisam ser reiteradamente refletidos e amadurecidos:
- utilização de tecnologias cada vez mais sofisticadas requerendo capacitação, treinamento e reflexão acerca do impacto sobre o viver.
- consolidação e valorização de temas como o brinquedo terapêutico reconhecidamente importante no dia a dia do cuidado e como parte fundamental e direito inalienável do neonato, da criança e do adolescente e como condição saudável no existir.
- importância da família como foco do cuidado da enfermagem e da equipe e a necessidade ampliada de se voltar a olhar com atenção, construindo estratégias que a incluam como um cliente importante no dia a dia seja no mundo da UBS, no domicílio ou no hospital. Fortalecimento das competências da família.
- a doença e a hospitalização como elemento desagregador no viver do neonato, da criança e da família, requerendo da equipe de enfermagem o exercício das mais variadas dimensões do cuidado. Repensar o cotidiano no mundo do hospital e reconhecê-lo como algo complexo e multifacetado. Valorizando-se neste a idéia de preservar a vida, o que vai refletir nas ações de cuidado da enfermagem. O mundo do hospital constitui um elo entre a saúde e a doença, é organizado e preparado para a manutenção da vida e aí nos deparamos com uma metodologia de cuidado que transita entre a vida e a morte. A Tecnologia nos possibilita maiores condições de cuidado. A hospitalização como espaço educativo para a criança, adolescente e família, a escola no hospital - direito garantido pelo ECA. A escola como dimensão saudável no viver das crianças e adolescentes hospitalizados. Inclusão dos animais como agentes terapêuticos no processo de hospitalização, valorizando-se aspectos cotidianos e emocionais no viver de crianças e adolescentes. Área da pet terapia precisa ampliar.
- reflexão acerca dos ODM como um fio condutor que tem norteado ações nos mais diversos campos de atuação vinculados ao neonato, à criança.
- Mundo da UBS: um universo de desafio que se abre ampliando a participação e a interiorização das ações de enfermagem, reforçando a importância da enfermagem nas Equipes de saúde da Família e nas atividades a ela pertinentes.
- a construção de parcerias como aliada no cuidado ao neonato, à criança e o adolescente de onde emerge a escola, as instituições.
- áreas a serem fortalecidas e em construção: a enfermagem frente aos desafios como a pesquisa genética, a utilização de animais no cotidiano hospitalar; a atuação do enfermeiro no espaço da escola, das creches com agente promotor de saúde, adequação das instituições para ampliar a inserção das crianças e adolescentes com problemas crônicos de saúde no espaço escolar; fortalecimento da relação entre profissionais da escola e da UBS e destes com o Hospital. Reflexão sobre qual é o nosso projeto político profissional como enfermagem pediátrica para a nossa atuação na saúde do escolar, escola. Escola como espaço de produção de cidadania. Enfermeiro como educador. O enfermeiro não deve reproduzir na escola um outra ubs; segurança do neonato, da criança e do adolescente nos mais diversos ambientes e a importância do enfermeiro na ampliação do conhecimento; construção de uma rede de estudo e pesquisa voltado para as crianças com necessidades especiais de saúde; as repercussões da mídia no processo de viver, ser saudável e adoecer e o impacto sobre a atuação do enfermeiro;
- o neonato, a criança e o adolescente como um ser de direitos;
- ampliação dos espaços de humanização;
Número de Participantes = 529.
sendo 430 pagantes
46 pessoas como membros de comissão
53 monitores da UFSC, UNISUL, Hospital Infantil Joana de Gusmão
Número de Conferencistas/Palestrantes: 25 pessoas
Número Total de trabalhos = 331 aprovados
Apresentação oral: 53 Apresentação sessão pôster: 278
Cursos Oferecidos: 04- Total de Participantes: 82